
Um pouco à imagem das mais variadas disciplinas artísticas, o crescente uso da tecnologia revelou-se decisivo no caminho que a música popular trilhou. Este facto tornou-se mais visível, fundamentalmente, a partir da década de 60, quando a massificação dos recursos tecnológicos disponibilizou instrumentos electrónicos capazes de recriações rítmicas, tímbricas e melódicas em registo pop, isto é, próximas de um registo musicalmente mais acessível ao vasto público, capazes de provocar aprazíveis e consonantes melodias nos ouvidos de todos os que as escutassem. No entanto, dizer que a música electrónica somente neste período adquiriu notoriedade será grosseira imprecisão, sob pena de escamotear um período precedente de grande difusão da mesma, sobretudo desde o final da Segunda Grande Guerra Mundial, em que a criação de variados artefactos electro-acústicos e electrónicos surgiu, um pouco por todo o mundo, associado a um vasto leque de jovens compositores avant-garde, que elaboravam as suas criações no contexto dos departamentos universitários, em institutos de pesquisa ou anda no seio de poderosas empresas – a música contemporânea experimental.
De entre os recursos que contribuíram para a chamada “democratização da música electrónica” encontram-se os sintetizadores, dispositivos capazes de gerar e/ou manipular sinais electrónicos usados na criação, gravação ou em performances musicais, em que os sinais eléctricos equivalem a sons (notas musicais) através da sua ligação a amplificadores. De entre os sintetizadores que

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